“O castelo de pedras”

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“O castelo de pedras”

Postado por adminhomologacaodij em 12/jul/2013 - Sem Comentários

 

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Numa linda lagoa azul, muitos peixinhos viviam a nadar e a brincar.

 

Dodô, o peixinho azul; Zuzu o peixe vermelhinho; e Teco, o peixe pretinho, passavam o dia nadando e brincando.

 

Os três amigos gostavam de brincar no fundo da lagoa, onde encontravam milhares de pedrinhas coloridas.

 

Eles construíam túneis, montanhas e castelos.

 

Todos os dias, se encontravam e a brincadeira de catar pedrinhas e amontoá-las era alegre e divertida.

 

Brincavam, nadavam e quando os raios do sol deixavam de brilhar nas águas claras da lagoa, os amiguinhos retornavam em busca de suas casas.

 

E, assim, num vaivém, os peixinhos, sempre catando pedrinhas, construíram um lindo castelo. Que belo castelo!

 

No dia seguinte, quando retornaram para continuar a construção do castelo… Oh! Tudo destruído… Todas as pedras espalhadas…

 

Os três amigos, entristecidos, perguntavam-se:

 

– Quem fez isto?

 

– Por que desmancharam nosso castelo?

 

Teco, o peixinhos pretinho, exclamou:

 

– Não vamos nos entristecer!… Vamos começar tudo de novo, pois tenho certeza de que faremos um castelo muito mais bonito.

 

E, assim, os três peixinhos começaram nova construção. E que beleza estava ficando! Que lindo castelo de pedras!

 

No fim do dia, cansados, os amiguinhos voltaram para casa, preocupados com o que poderia acontecer na sua ausência.

 

Amanhecia! Os raios brilhantes do sol, penetrando nas águas da lagoa, convidavam a todos para começar o vaivém.

 

Dodô, Teco e Zuzu nadavam rapidamente….

 

– Como está nosso castelo? – perguntou Dodô, curioso.

 

– Nade, nade, Zuzu, precisamos chegar depressa! – dizia Teco.

 

Nadaram… Nadaram… E chegaram ao local do castelo. Oh! Que tristeza!… Tudo destruído. Não havia uma pedrinha no lugar.

 

Zuzu, Teco e Dodô olhavam-se e não conseguiam entender o que estava acontecendo. Zuzu queria ir embora, não queria mais brincar. Dodô só pensava em descobrir o que havia acontecido e Teco ajuntava as pedrinhas uma a uma.

 

– Vamos embora! – choramingava Zuzu.

 

– Que maldade! – exclamava Dodô, irritado.

 

– Vamos começar tudo de novo! – falou o esperto Teco.

 

– Tudo de novo!… Nem pensar… – falaram em coro os dois amigos entristecidos.

 

– Tive uma grande ideia – disse Teco. – Vamos! Comecem a construir!… Não fiquem aí parados!…

 

Logo o castelo estará tão bonito quanto antes!

 

E assim aconteceu, depois de algum tempo, o castelo estava bonito novamente. Teco, então surpreendeu seus colegas ao dizer:

 

– Vamos amigos, é hora de ir para casa!

 

Os amigos se olharam e Teco lhes falou baixinho:

 

– Não iremos embora, vamos nos esconder atrás daquelas pedras.

 

E assim fizeram. De trás das pedras vigiavam o castelo.

 

E ali ficaram até…

 

– Psiu, fiquem quietos! –disse Dodô. – Vejam aquele peixinho amarelo! O que ele está fazendo perto do nosso castelo?

 

O peixinho amarelo olhava para o castelo, retirava uma pedrinha aqui, retirava outra pedrinha ali, colocava uma pedrinha lá em cima, até que… Catabum!… Todo o castelo foi destruído.

 

Os três amigos, em disparada, saíram do esconderijo em direção ao castelo todo desmanchado.

 

– Ei, por que fez isto? – gritou Zuzu.

 

– Vamos, diga o que está fazendo aqui? – perguntou Dodô.

 

E Teco, nadando rapidamente, aproximou-se daquele peixe amarelo e perguntou-lhe.

 

– É você quem derruba nossos castelos?

 

– Quem são vocês? – respondeu Amarelo, assustado.

 

– Vamos fale!… Foi você? – repetiu Dodô, enraivecido.

 

– Sim, sim fui eu…

 

– Por que você fez isso? – perguntou Zuzu.

 

– Eu estava só brincando…

 

– Brincando?! Você atrapalha tudo e diz que está só brincando! Diga por que fez isso?

 

– Não tenho amigos, por isso venho aqui brincar com o castelo, respondeu Amarelo, ainda trêmulo.

 

Teco pensou, pensou… Chamou Dodô e Zuzu e os três conversavam bem baixinho.

 

O peixinho Amarelo, assustado, sem entender o que estava acontecendo, ouviu Dodô falar:

 

– Pois bem, Amarelo, agora você vai brincar de outra maneira!… Quero ver se você vai desmanchar nossos castelos!

 

Amarelinho, assustado, não sabia o que fazer.

 

– Perdoem-me, não fiz por mal. Não vou mais desmanchar os castelos, perdoem-me!

 

– Ah, peixinho! Você não vai mais atrapalhar os nossos castelos! – disse Zuzu.

 

– O que vocês farão comigo? – perguntou, choroso, o peixinho Amarelo.

 

– Pois bem, senhor peixe “desmanchador” de castelos, você irá brincar conosco, só assim não estragará tudo o que construirmos. Queremos ser seu amigo.

 

Daquele dia em diante, os quatro peixinhos, Dodô, Zuzu, Teco e Amarelinho eram vistos sempre juntos, nadando para lá e para cá, num vaivém de brincadeiras e alegrias.