• Você está em »

3 de abril de 2012

Conciliação – Como ser leve como uma pluma?

 
 
“Concilia-te – depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz e o juiz te entregue ao oficial de justiça, e te encerrem na prisão.” Jesus.
(MATEUS, CAPÍTULO 5, VERSÍCULO 25.) 

 

Muitas almas enobrecidas, após receberem a exortação desta passagem, sofrem intimamente por esbarrarem com a dureza do adversário de ontem, inacessível a qualquer conciliação.

 

A advertência do Mestre, no entanto, é fundamentalmente consoladora para a consciência individual.

Assevera a palavra do Senhor — “concilia-te”, o que equivale a dizer “faze de tua parte”.

 

Corrige quanto for possível, relativamente aos erros do passado, movimenta-te no sentido de revelar a boa-vontade perseverante. Insiste na bondade e na compreensão.

 

Se o adversário é ignorante, medita na época em que também desconhecias as obrigações primordiais e observa se não agiste com piores características; se é perverso, categoriza-o à conta de doente e dementado em vias de cura.

 

Faze o bem que puderes, enquanto palmilhas os mesmos caminhos, porque se for o inimigo tão implacável que te busque entregar ao juiz, de qualquer modo, terás então igualmente provas e testemunhos a apresentar. Um julgamento legítimo inclui todas as peças e somente os espíritos francamente impenetráveis ao bem, sofrerão o rigor da extrema justiça.

 

Trabalha, pois, quanto seja possível no capítulo da harmonização, mas se o adversário te desdenha os bons desejos, concilia-te com a própria consciência e espera confiante.

Fonte: Item 120 do livro “Pão Nosso”, Emmanuel, psicografado por Chico Xavier.

___________________

Existe uma diferença sutil entre o ato de conciliar e o ato de perdoar.

 

O perdão significa absolver, desculpar, isentar de dívida. Para aquele que perdoa significa dar o real valor a uma infração cometida contra si. Para o que é perdoado significa a própria libertação, caso este tenha percebido o erro. O que perdoa reconhece a importância da vida, o tamanho do universo e entende que nenhum ato mau merece destaque quando esta de frente com noções tão superiores. O que é perdoado recebe não só o indulto, mas principalmente, a permissão de seguir o caminho da evolução sem ser atormentado pelo remorso e com a possibilidade de fazer uma nova escolha: a opção do bem.

 

Ocorre que o que perdoa pode fazê-lo sem o conhecimento do que é perdoado.

 

A conciliação é a ação que busca pelo perdão, seja pelo agressor arrependido, seja pela indulgência do que sofreu a agressão.

 

A palavra “conciliação” vem do latim “concilio“. Entre os seus significados originais podemos perceber os atos de “unir” ou “cativar“.

 

As palavras de Emmanuel são conduzidas no sentido de cativar sempre, amplificando essa noção ao indicar que a ação de conciliar é abnegada e perene.

 

Fazendo o que lhe cabe na tentativa constante e sincera de tornar o adversário inflexível, no parceiro que reconhece a beleza de tuas obras. Reconhecendo as limitações de cada um nos colocando na posição do servidores.

 

O orgulho se esvai cessando qualquer elemento que nutra a adversidade, a indiferença e o rancor.

 

Se o adversário é ignorante, assuma a posição de educador paciente.

 

E se ainda assim o adversário permanecer inerte, reconhece o seu próprio esforço, cative sua consciência na conciliação íntima e una-se ao universo esperando a oportunidade da harmonização mutua.

 

O perdão é uma ação sincera que te liberta.

 

A conciliação é a ação renovadora.

 

Nós somos aquilo que fazemos.

 

Então não esqueçamos de agir em favor do bem em todas as situações da vida.

 



Pesquisar

Navegar

Redes sociais

Vídeos