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2 de dezembro de 2013

Reformador – Edição Dezembro 2013

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A expressão simbólica da manjedoura enaltece a humildade, principal virtude a ser conquistada, e lembra-nos os momentos de glória do nascimento de Jesus, clarificando e engrandecendo o caminho dos homens.

A chegada do Mestre nazareno prenunciava a era da maioridade espiritual e fortalecia a fé e a esperança no coração das criaturas, ao exprimir, de forma indelével, o seu divino e infinito amor, como código de fraternidade plena e duradoura a ser seguido por todos os cristãos.

Ao exaltarmos esses sublimes acontecimentos, não poderíamos deixar de destacar a personalidade elevada de Maria, sua mãe. Certamente, foi ela a principal portadora de contribuições efetivas para que seu filho disseminasse no mundo os fundamentos da verdadeira caridade.

O Espírito Humberto de Campos, na belíssima obra Boa nova, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, soube captar a beleza daqueles instantes supremos, dando-nos preciosas notícias sobre Maria e de sua emoção, por ocasião da chegada de seu amado filho, ao sentir as vibrações do excelso cântico das hostes celestes que homenageavam o Cristo na sua vinda ao solo terreno. Doce sensação invadiu a alma materna, “reconhecendo que a assistência de Deus se tornara incontestável, nos menores detalhes de sua vida”.1

No entanto, aos pés da cruz, sua ternura angustiava-se ao observar o triste quadro da crucificação. Para apaziguar as suas aflitivas interrogações acerca das razões que o teriam levado a viver tão amargas penas, Maria sentiu vontade de repassar na memória algumas cenas da infância de Jesus, deixando-se envolver pelas mais agradáveis recordações. As preciosas lembranças, em relação às experiências vividas por Ele, quando menino, conforme depoimento de sua mãe, são narradas em pormenores pelo autor espiritual:

[…] Desde os mais tenros anos, quando o conduzia à fonte tradicional de Nazaré, observava o carinho fraterno que dispensava a todas as criaturas. Frequentemente, ia buscá-lo nas ruas empedradas, em que a sua palavra carinhosa consolava os transeuntes desamparados e tristes.Viandantes misérrimos vinham […] louvar o filhinho idolatrado, que sabia distribuir as bênçãos do Céu. Com que enlevo recebia os hóspedes inesperados que suas mãos minúsculas conduziam à carpintaria de José!… [Maria] Lembrava-se bem de que, um dia, a divina criança guiara à casa dois malfeitores publicamente reconhecidos como ladrões do vale de Mizhep. E era de ver-se a amorosa solicitude com que seu vulto pequenino cuidava dos desconhecidos, como se fossem seus irmãos. Muitas vezes, comentara a excelência daquela virtude antificada, receando pelo futuro de seu adorável filhinho. […]

Relembrava o seu Jesus pequenino, como naquela noite de beleza prodigiosa, em que o recebera nos braços maternais, iluminado pelo mais doce mistério. Figurava-se-lhe escutar ainda o balido das ovelhas que vinham, apressadas, acercar-se do berço que se formara de im proviso. […] As reminiscências envolviam a realidade longínqua de singulares belezas ao seu coração sensível e generoso. […] Nazaré lhe voltava à imaginação, com as suas paisagens de felicidade e de luz. A casa singela, a fonte amiga, a sinceridade das afeições, o lago majestoso e, no meio de todos os detalhes, o filho adorado, trabalhando e amando, no erguimento da mais elevada concepção de Deus, entre os homens […].2

O Missionário da Galileia continua em ação, amparando-nos infinitamente, bem como Maria ao legar-nos o exemplo de amor materno, virtude que se expressa pela vida inteira e se transforma em devotamento e abnegação. É essencial que tenhamos consciência da magnitude desse sentimento e de sua vivência e constância para o progresso da humanidade. A criança necessita de cuidados especiais e envolvimento familiar que lhe favoreça o aprimoramento íntimo, visto que traz “para a vida corporal, as imperfeições de que se não tenha despojado em suas precedentes existências”3 e que reencarna confiante no auxílio que receberá dos incumbidos de educá-la e de conduzi-la “pela senda do bem”.4

Ao considerar a significativa e valiosa fase da meninice de Jesus, pensamos em todas as crianças que existem no globo, necessitadas do amor incondicional por parte daqueles que se comprometeram em ampará-las e educá-las, à luz do Evangelho e dos princípios espíritas, para conquista futura da iluminação de suas consciências, na busca permanente de sua evolução espiritual, ao longo das reencarnações.

Jesus louvou a infância ao julgá-la como símbolo da pureza do coração, do mesmo modo que a tomou como modelo de humildade:

Digo-vos, em verdade, que aquele que não receber o Reino de Deus como uma criança, nele não entrará.

E, depois de as abraçar, abençoou-as, impondo-lhes as mãos. (Marcos, 10:15 e 16.)

A mensagem da manjedoura engrandece a nossa disposição de cumprirmos com as responsabilidades de amor, que nos foram conferidas por Jesus que, ao nascer, […] era uma criança indefesa a sorrir. Todavia, ali estava na furna humílima o futuro herói da Cruz e Sublime Embaixador do Céu, convertido momentaneamente em um pedacinho de gente guardando a estrela fulgurante do Reino Celestial.5

Referências:

1XAVIER, Francisco C. Boa nova. Pelo Espírito Humberto de Campos. 36. ed. 7. imp. Brasília: FEB, 2013. cap. 30, p. 191.

2______. ______. p. 192, 194 e 195.

3KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Trad. Guillon Ribeiro. 131. ed. 3. imp. (Edição Histórica.) Brasília: FEB, 2013. cap. 8, it. 3.

4______. O livro dos espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 93. ed. 1. imp. (Edição Histórica.) Brasília: FEB, 2013. q. 582.

5DUSI, Miriam M. (Coordenação.) Sublime sementeira: evangelização espírita infantojuvenil. 2. imp. Brasília: FEB, 2012. pt. 2, Mensagens. Pedacinho de gente. Pelo Espírito Amélia Rodrigues e psicografia de Divaldo P. Franco. In: Crestomatia da imortalidade. p. 90.

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