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30 de dezembro de 2012

Casamento: por que?

A partir da metade do século passado, progressivamente, a sociedade está desenvolvendo discussões acerca do Casamento como base para família, sendo apregoado por muitos que a prática do casamento constitui apenas um rito burocrático, o qual, por conseguinte está fadado à extinção, pois a sociedade caminha para desembaraçar-se de formalidades.

Reflitamos à luz dos conhecimentos da Doutrina Espírita sobre a importância da instituição familiar e do reconhecimento dos responsáveis pela formação da mesma, quanto ao seu vínculo e responsabilidades. É fato que a união conjugal deverá ter como pedra fundamental o amor, no entanto, devemos reconhecer que o Mestre Jesus nos afirma que devemos “Dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

O Casamento representa a formalização psicológica da união, que se for extremamente banalizada, não consegue despertar de forma adequada nos envolvidos, a visão sobre a mudança na responsabilidade que passam a assumir um para com o outro, bem como em relação aos seres que advirem dessa união.

Benedita Fernandes, por meio da psicografia de Divaldo Pereira Franco, discorre sobre o tema em página intulada Casamento e Família, onde encontramos: “O processo da evolução é inevitável. Todavia, a agressão, pela violência, contra as conquistas que devem ser alteradas, gera danos mais graves do que aqueles que se buscam corrigir. O lar, estruturado no amor e no respeito aos direitos dos seus membros, á a mola propulsionadora do progresso geral e da felicidade de cada um, como de todos em conjunto.”

A mentora espiritual ainda faz um alerta sobre a importante conquista da monogamia para a humanidade ao afirmar: “A monogamia é conquista de alto valor moral da criatura humana, que se dignifica pelo amor e respeito ao ser elegido, com ele compartindo alegrias e dificuldades, bem-estar e sofrimentos, dando margem às expressões da afeição profunda, que se manifesta sem a dependência dos condimentos sexuais, nem dos impulsos mais primários da posse, do desejo insano. “

Consideremos a importância de levar para o ambiente doméstico a discussão quanto às responsabilidades da vinculação afetiva, a fim de que as nossas crianças e jovens possam decidir-se de forma mais segura e consciente, não se vergando simplesmente aos formalismos, mas também não se sentindo obrigado a concordar com opiniões impostas por terceiros.

Finalizando, fica o alerta de Benedita Fernandes: “Envidar esforços para a preservação dos valores morais, estabelecidos pela necessidade do progresso espiritual, é dever de todos que, unidos, contribuirão para uma vida melhor e uma humanidade mais feliz, na qual o bem será a resposta primeira de todas as aspirações.” 

 

Benedita Fernandes. Da obra: Antologia Espiritual. Psicografia de Divaldo Franco. Salvador: Leal.

 

 

 

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